Para manter seu animal saudável a primeira coisa que você deve prover é uma boa
alimentação, dando o melhor possível dentro do seu orçamento; a escolha do tipo de
alimentação vai depender das necessidades individuais de cada animal e sob a orientação do
veterinário. É preciso oferecer também um ambiente limpo, com abrigo do sol, chuva e água
fresca à vontade.
No início o filhote irá precisar de visitas frequentes ao veterinário, para acompanhar
ganho de peso, crescimento e realizar o esquema vacinal inicial. Filhotes precisam receber
algumas doses de vacina como reforço nos primeiros meses, para garantir a correta
imunização, a quantidade e tipo de vacina pode variar com a idade que o animal começou a
tomar as vacinas, raça e espécie.
Como regra, os animais precisam tomar a última dose da vacina com 16 semanas ou
mais, tanto para cães ou gatos. O que vai determinar o número de doses vai ser quando foi
iniciado o esquema, nunca podendo ser realizado com menos de 6 semanas. E em casos de
cães ou gatos com mais de 16 semanas ou adultos, na primeira vez que o animal toma a
vacina é necessário que ele tome um reforço em 3 a 4 semanas das vacinas essenciais. A
vacina da raiva é dose única, com reforço anual, e pode ser administrada a partir de 12
semanas de idade, em áreas com alto índice de casos ou riscos de raiva, pode ser realizado
um reforço da raiva de 15 a 30 dias. (informações retiradas do guideline da WASAVA 2020).
Para cães, as vacinas essenciais em filhotes são as múltiplas de 8 ou 10,
internacionais, conhecidas como V8 ou V10. E para gatos as multiplas de 4 ou 5, V4 e V5
respectivamente. Para cães adultos outra alternativa é a V7. Para cães e gatos, a raiva é
obrigatória. Preferencialmente deve-se optar por uma vacina importada, pela resposta
imunológica que ela gera, ou seja, quanto de imunidade ela pode produzir. As importadas tem
melhor produção de anticorpos. Apenas um veterinário está apto para administrar a vacina,
pois antes ele fará uma prévia avaliação do animal para garantir que ele esteja em condições
de receber a vacina.
Nessas primeiras idas ao veterinário ele irá iniciar o protocolo de vermifugação, dos
filhotes é um pouco mais intenso e repetitivo, devido às verminoses terem uma grande
importância nessa faixa etária. A vermifugação em adultos varia com o estilo de vida, animais
com maiores riscos de contaminação, como animais de fazenda, ou que vão à creche, irão
precisar de vermifugações trimestrais, animais com pouco acesso a rua podem tomar
semestrais. A escolha do remédio para controle de ectoparasitas (pulgas, carrapatos, sarnas,
etc), também vai mudar com o estilo de vida do animal e outras enfermidades associadas,
como alergias. As idas ao veterinário devem ser no mínimo anuais para a avaliação desses
itens acima, além de uma avaliação clínica para possível identificação de algumas doenças.
A frequência dos banhos e tosa, também é variada com o tipo de pelo e raça do animal.
Tutores mais dedicados, que pretendem gastar mais tempo e dinheiro em cuidados, mantendo
seus animais dentro de casa, conseguiram manter seus cães com pelos longos, caso o
proprietário não possua condições de pentear frequentemente, ou realizar uma hidratação
mensal, a melhor coisa é manter o animal com o pelo curto para melhor conforto e
higienização. Algumas raças não podem ser tosadas, como Lulu da Pomerania, Chowchow,
Malamute do Alaska, etc; então proprietários que não tem condições de escovar os animais ou
se incomodem com os pelos, devem optar por outra raça.
Animais com pelo curto, muitas vezes não necessitam de tosa, podendo manter apenas
os banhos, com a frequência semanal ou quinzenal. Vale a pena ressaltar que o tipo de pele
dos animais é diferente da nossa, por tanto não devemos banhar todos os dias o animal, pois
ele pode desenvolver sérios problemas de pele. Salvo casos específicos que o veterinário pode
indicar uma frequência maior de banhos.
O local que o animal fica deve ser limpo e com abrigo do sol e chuva, o proprietário
pode usar de diversos produtos disponíveis no mercado para limpeza, mas sempre devem
tomar cuidado pro animal não ingerir acidentalmente o produto e devem seguir as orientações
do fabricante para o uso.
Por fim, gostaria de ressaltar que o proprietário pode procurar, um veterinário a
qualquer alteração no comportamento, ingestão de água ou alimento e alteração nas fezes e
urina. Por que quanto antes os sintomas de alguma doença forem descobertos e tratados
melhor a chance de cura e melhor o prognóstico. Animais mais velhos e com algumas
comorbidades, podem precisar de idas ao veterinário mais frequentes, tudo vai depender do
quadro e histórico.
Bianca Bennati
Veterinária da clínica SPet junto à Cobasi Faria Lima.

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